A Suprema Corte americana, no dia 28 de julho, decidiu restringir, por cinco votos a quatro, o uso do critério racial em escolas da cidade de Seattle, no Estado de Washington, e na cidade de Louisville, no Estado de Kentucky.
Em ambos os casos, a Suprema Corte decidiu a favor de crianças brancas que tiveram suas matriculas negadas porque já havia sido ultrapassada as cotas de alunos que não pertenciam a minorias. Segundo a decisão, o critério racial não poderá ser o único a ser considerado para a admissão nas escolas.
As cotas raciais foram criadas, nos Estados Unidos, em decorrência da "Decisão Brown", de 1954, que declarou a inconstitucionalidade da manutenção de escolas segregadas racialmente.
Justificando o seu voto, o Juiz John Roberts, afirmou que "antes de Brown, dizia-se as crianças onde elas podiam estudar ou não de acordo com a cor da sua pele. A maneira de parar com a discriminação baseada em raça é parar de discriminar com base na raça".
Quer ler a decisão (infelizmente, somente disponível em inglês), clique aqui.
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